..apenas interessados em produtos diferentes, em rótulos e fórmulas de sucesso, frases de 20 segundos, anúncios publicitários parvos porque visivelmente falsos, em momentos artificialmente montados por gestores de imagem que claramente vivem num sinistro mundo de série de Tv americana obcecada pelo poder, a ideia, no sentido abstracto e positivo do termo (no sentido de algo estar em aberto, por responder, por descobrir e criar..., no sentido de projecto!!!!!!!!!!), simplesmente não tem lugar onde existir na politica actual portuguesa, refém de um poder interno e externo que não pensa mas apenas conspira por hábito, prazer ou, dizendo tudo, porque é a única coisa que sabem fazer, a política portuguesa tornou-se mais reacionária que qualquer revolução possível que um novo Cunhal consiga imaginar.
..dizem-se coisas, trocam-se acusações e cadeiras, vendem-se bancos sem se vender e fala-se no passado como o lugar onde vivem as culpas, em casos e gafes e frases infelizes, multiplicam-se comunicações sobre decisões, ordens, pedidos, anseios: mas o que nunca se discute em Portugal, sobre nenhuma e qualquer circunstancias são ideias. Bem entendidos, nunca se discute ideias como uma ideia deve ser discutida, a saber: sem o preconceito do diferente, sem um plano à partida para que tudo fique na mesma... as agendas podem mais do que a gente!
..tudo aparece como um facto consumado, ou como a melhor ou única forma de se fazer qualquer coisa; tudo aparece sempre em pacote e nunca se discute a natureza própria e os detalhes do próprio, não fosse o Diabo estar à espreita: estás a favor ou contra? A natureza desta situação é naturalmente perversa, porque mostra até que ponto o nosso meio social está refém de uma semântica viciada que distorce diariamente palavras e conceitos em nome de uma não discussão da situação real do país; e pior, nesta fase, já só lhes resta, ao poder politico que não tem poder nenhum a não ser o de intermediário do poder de facto, inventar diariamente uma narrativa que coincida com a sua imaginação do que é o real, usando comentadores políticos econômicos e porque não dizê-lo, desportivos, cuja única finalidade do seu vencimento é a de preencher um vazio: o das ideias, o da criatividade, o da imaginação e da morte clara de todo este arsenal de políticos encomendados.
soluções? do tipo 2+2=4? não sei, pensemos sobre o assunto! pensemos!
ps:. não falei no papel da comunicação social, primeiro porque não me apeteceu e segundo porque ela não existe (tirando a dúzia de jornalistas que faltam despedir...)
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